Carta de Gratidão - 20/01/2026
Data
20/01/2026
Hora
18:25
Tópicos do que sou grato hoje
Decidir sair da cama.
Ter comida na mesa.
Minha mente tentando me sabotar.
Minha saúde.
Minha garra em vencer.
Não cair no chão.
O carinho, apoio e consideração da Mônica.
Carta de Gratidão – Registro do Dia
Hoje, a gratidão começa antes mesmo do corpo se mover. Ela começa na decisão.
Sou grato por decidir sair da cama. Porque hoje não foi automático. Houve um instante silencioso em que eu poderia ter ficado. Em que o peso do mundo parecia maior do que a vontade de enfrentá-lo. Decidir sair da cama foi um ato consciente, quase político: eu escolhi não me abandonar. Eu escolhi me levantar mesmo sem garantias de que o dia seria leve. Essa decisão, pequena aos olhos de fora, foi enorme por dentro.
Sou grato por ter comida na mesa. Porque comer é continuidade. É sinal de que, apesar das incertezas, algo ainda me sustenta. Cada refeição é um lembrete de que a vida insiste em mim. Não como excesso, não como luxo, mas como o necessário para seguir. A comida na mesa me ancora no presente e me impede de cair no desespero do amanhã.
Sou grato por perceber minha mente tentando me sabotar. Ela tentou hoje. Tentou plantar dúvidas, desvalorizar conquistas, ampliar medos. Houve um tempo em que eu acreditaria em cada palavra dura que surgisse ali dentro. Hoje, não. Hoje eu reconheço o padrão. Eu escuto, mas não obedeço. Isso é crescimento. Isso é maturidade emocional. Saber que a mente nem sempre diz a verdade é uma forma poderosa de liberdade.
Sou grato pela minha saúde. Não por ela ser perfeita, mas por ela me permitir continuar. Meu corpo carrega limites, marcas e histórias, mas também carrega resistência. Ele aguenta mais do que muitos imaginam. Ele me leva adiante todos os dias, mesmo quando dói, mesmo quando falha. Cuidar dele é respeitar tudo o que já atravessou comigo.
Sou grato pela minha garra em vencer. Ela não grita, não se exibe, não aparece em fotos motivacionais. Ela vive no silêncio das tentativas diárias. Vive no “vamos tentar de novo”, no “ainda não acabou”, no “eu sigo mesmo cansado”. Essa garra é o que me mantém de pé quando a motivação some. Ela é parte essencial de quem eu sou.
Sou grato por não cair no chão hoje. Pode parecer simples, mas não é. Cada passo exige atenção, equilíbrio e coragem. Não cair é, muitas vezes, resultado de esforço invisível. É o corpo trabalhando, a mente focada, a experiência acumulada. Hoje, permanecer em pé foi uma vitória silenciosa.
Sou profundamente grato pelo carinho, apoio e consideração da Mônica. Em um mundo que frequentemente julga, ignora ou apressa, ser tratado com cuidado é um alívio. O carinho dela não resolve tudo, mas aquece. O apoio não tira os problemas, mas fortalece. A consideração me lembra que não estou sozinho na travessia. E isso muda tudo.
Hoje, minha gratidão não ignora as dificuldades. Ela caminha ao lado delas. Eu reconheço o peso, mas também reconheço a força que existe em continuar.
Este foi mais um dia vivido com consciência, coragem e verdade.
Assino esta carta com respeito pela minha própria resistência,
Bruno